Dos últimos
cinquenta anos até aqui não se pode pensar nos acontecimentos mais importantes
do país sem a interferência, a cobertura, a influência e a presença maligna da
TV Globo.
Em 1964, após o
GOLPE MILITAR os generais necessitaram de um projeto de integração nacional
baseado em ações propagandistas do regime e disseminado por um meio de comunicação.
Não seria o rádio, embora este veículo fosse difundido em todo o Brasil. A
televisão, no Brasil, tinha apenas quatorze anos de existência.
A TV Globo
nasceria um ano após a investida golpista contra o governo Jango. E seria ela a
escolhida para exercer o plano de integração do regime militar através das
ondas da TV.
Evidente que a
TV Globo não abdicaria desta proposta.
Como talvez nenhuma outra emissora teria
de coragem de fazê-lo. Por necessidade de estabelecer suas metas, a TV dos
Marinho ganhou espaço nos anos seguintes; construiu parcerias importantes,
criou e recriou em diversas oportunidades suas influências políticas para obter
concessões de transmissão.
E sobre este palco político alavancou campanhas,
destituiu outras, transformou a TV no objeto de desejo de tradicionais coronéis
e suas oligarquias.

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