MENOS de 72 horas
depois da posse de Ricardo Berzoini no ministério das Comunicações, o esforço
do governo Dilma para colocar o debate sobre a democratização da mídia na ordem
do dia começou a dar os primeiros frutos.
O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, candidato à presidência
da Casa e citado no Lava-Jato, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), utilizou sua conta no
Twitter para afirmar que será "radicalmente contrário" a um eventual
projeto de regulação da mídia.
O SENADOR Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), candidato a vice presidente
na chapa derrotada de Aécio Neves e citado nos escândalos do “Tremsalão”, foi obrigado
a entrar na briga. O eleitor aplaude e o país agradece. Poderá comparar opiniões
e projetos diferentes e até opostos.
Ciro Gomes explica porque o deputado Eduardo Cunha não quer nem ouvir falar em regulação da mídia.
NINGUÉM quer retirar a liberdade de expressão de quem já tem. O que se
quer é que os excluídos tenham um lugar para se expressar. Isso porque a
liberdade não é um discurso — mas uma prioridade, mesmo. Na dúvida, cabe
perguntar se é inaceitável viver num país onde, conforme o levantamento do “Manchetômetro”,
a candidata Dilma Rousseff recebeu, na campanha de 2014, 25 notícias negativas
para 1 positiva.
Isso é liberdade? Democracia?
O debate envolve ampliar a liberdade — ou manter um regime para os
privilegiados e seus amigos de sempre.
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